Televisión
O mercado audiovisual brasileiro se reconfigura sem perder protagonismo regional
O Brasil mantém um dos maiores ecossistemas audiovisuais da região, embora com mudanças em sua estrutura. As emissoras brasileiras realizaram, nos últimos anos, esforços de pesquisa liderados pelo Fórum SBTVD, que resultaram no lançamento comercial, em junho de 2026, da nova geração da televisão digital, a TV 3.0 (DTV+), a televisão híbrida.Nesse contexto, mas sem conexão direta e após vários anos de redução da base de assinantes de TV por assinatura e com fortes investimentos em streaming, as operadoras começaram a ampliar, no primeiro trimestre deste ano, a sua base de clientes.
O cenário combina a reorganização das operadoras, o avanço da fibra óptica, novas formas de consumo de televisão, o crescimento do YouTube e dos canais FAST, além de uma maior coordenação no combate à pirataria. O conteúdo ao vivo mantém sua capacidade de atrair audiência, mas agora circula por um número maior de serviços e telas.
TV por assinatura detém mais de 7 milhões de assinantes
O Brasil encerrou maio de 2026 com 7,2 milhões de assinantes de televisão por assinatura, uma redução de 14,3%, equivalente a 1,2 milhão de acessos em relação aos 8,4 milhões registrados em maio de 2025, segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
Nesse contexto, a Claro permanece como a principal operadora, com 3,869 milhões de clientes e 54,1% de participação de mercado. A Sky registra 1,956 milhão de assinantes e 27,3%; a Vivo alcança 721 mil clientes e 10,1%; e a Mileto, que assumiu a operação via satélite da Oi TV, soma 283 mil assinantes e 4,0%. As demais operadoras reúnem mais de 400 mil acessos.
Claro e Sky concentram quase 82% da base de assinantes. A Vivo, embora também tenha registrado redução no número de clientes, ampliou sua participação relativa em razão de uma queda menos acentuada do que a observada no conjunto do setor.
Por tecnologia de distribuição, a TV a cabo representa 37,2% da base de acessos; o DTH reúne quase 3 milhões de assinantes; e a TV por assinatura entregue por redes de fibra óptica já alcança participação de dois dígitos, com cerca de 14% do mercado. As três modalidades registraram retração ao longo do último ano, embora o satélite tenha apresentado a maior redução, ficando abaixo do cabo em número de acessos.
LC