Televisión

+TV Forum mostra um mercado de mídia revitalizado e em transformação

14-08-2025
A 8ª edição do evento, que este ano mudou de nome, apresentou painéis e entrevistas alinhados às transformações da indústria, que vive um momento de forte convergência.

Além da TV por assinatura, o mercado também discute o avanço das plataformas OTT e as inovações da TV aberta, como a DTV+ e a TVRO. Outro ponto de destaque foi o debate sobre a possibilidade de desregulamentação da TV paga no país, tema que desperta opiniões divergentes no setor.

Durante um dia inteiro de debates, executivos analisaram o futuro da distribuição de conteúdos multiplataforma, os principais desafios tecnológicos e institucionais, e as perspectivas de um mercado que começa a vislumbrar crescimento, ao mesmo tempo em que se adapta aos novos hábitos de consumo audiovisual. A pirataria audiovisual apareceu como um dos temas centrais, sendo apontada por vários participantes como o maior concorrente das empresas de distribuição de conteúdo no Brasil.

Homenagem ao Grupo Globo
As atividades começaram com uma homenagem especial aos 100 anos do Grupo Globo e aos 60 anos da TV Globo. A “Sessão Especial 100 Anos da Globo” reuniu Tatiana Costa, diretora dos canais do grupo; Leonora Bardini, diretora da TV Globo; e Julia Rueff, diretora executiva do Globoplay, com mediação da jornalista da Globonews, Julia Duailibi.

Leonora Bardini destacou a relevância contínua da TV aberta: “É um caso de amor, porque somos TV aberta e falamos com muita gente ao mesmo tempo. Essa simultaneidade gera um fenômeno de massa, com 123 emissoras em todo o Brasil. Oferecemos uma conexão real e geramos pertencimento”. Ela ressaltou ainda que, em um cenário em transformação, “a Globo continua sendo aquilo que milhões vivem e o que milhões repercutem nas redes”. Sobre a DTV+ (TV 3.0), afirmou que a integração de broadcast com interatividade via broadband amplia as opções de distribuição e representa um passo importante na renovação tecnológica.

Julia Rueff falou sobre a estratégia atual do Globoplay, destacando que o modelo B2B2C — distribuição via parceiros — é fundamental este ano. “Nosso objetivo estratégico é ampliar o acesso e agregar valor aos pacotes oferecidos pelos parceiros”, explicou.

Por sua vez, Tatiana Costa reforçou que as estratégias de curadoria de conteúdo estão alinhadas aos desafios de negócio e aos objetivos específicos de cada produto — TV aberta, Globoplay e canais pagos —, que trabalham de forma integrada. Ela apontou dois grandes desafios no streaming, sendo o primeiro atrair cada vez mais pessoas para a plataforma. “Nossa curadoria precisa ter uma amplitude de público grande. Precisamos falar com toda a família”, afirmou, explicando que há conteúdos que atravessam todas as plataformas, reforçando a visão de “ecossistema” do Grupo Globo. Para Costa, esse intercâmbio amplia o alcance, potencializa as janelas de exibição e otimiza os investimentos em produção.

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LC

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